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Vitorino e a Transformação da Agricultura Local para Alimentar as Crianças
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em São Tomé e Príncipe
Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à acção para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares possam desfrutar de paz e prosperidade.
Enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS), São Tomé e Príncipe e os seus parceiros têm trabalhado e, continuarão através de projectos catalisadores, na direcção da defesa dos direitos humanos, com enfoque nas desigualdades e a discriminação incluindo a igualdade de género enquanto exercícios que permitem avaliar as capacidades dos titulares dos direitos, na sustentabilidade no que toca às preocupações de redução dos riscos ambientais e o aumento da resiliência, na responsabilização sustentada pelo reforço das capacidades nacionais dos dados fiáveis e na gestão baseada em resultados.
História
24 novembro 2023
PROJECTO CONJUNTO DAS NAÇÕES UNIDAS INAUGURA SISTEMA DE DRENAGEM E IRRIGAÇÃO PARA CAMPOS AGRíCOLAS DE CAMAVO
O Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, Eric Overvest, e o Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Abel Bom Jesus, inauguraram esta sexta-feira, 24 de Novembro, o sistema de drenagem e irrigação para os campos agrícolas de Camavo, Distrito de Cantagalo, no âmbito do Projecto Conjunto das Nações Unidas: “Promover Cadeias de Valor Alimentar Locais e Oportunidades de Emprego Equitativas Através de Uma Indústria Agroalimentar Sustentável em São Tomé e Príncipe.”
O sistema de drenagem e irrigação vai beneficiar os campos de cultivo de mais de 60 agricultores da Associação dos Agricultores de Camavo, numa extensão de sete hectares, através de um sistema de captação da água do rio, dois depósitos com capacidade de 10 mil e 80 mil litros de água respectivamente e uma bomba alimentada por painéis solares.
O Coordenador Residente da ONU considerou a inauguração do sistema de drenagem e irrigação “um momento significativo para a Comunidade Agrícola de Camavo e um passo importante em direção ao fortalecimento das bases para o desenvolvimento sustentável desta comunidade”.
Para Eric Overvest, a obra inaugurada “representa um compromisso sólido com o desenvolvimento sustentável e a resiliência das comunidades. Este projeto não é apenas sobre estruturas físicas, mas sim sobre capacitar comunidades e promover a resiliência face aos desafios ambientais e sociais”, sublinhou Overvest.
LonVictor Mushumba, Encarregado do Escritório do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) e Coordenador do Projecto Conjunto, disse que “a entrega desta obra cumpre a primeira etapa do projeto: a comunidade agrícola de Camavo recebe um importante ativo para melhoria da sua produção, com mais água para os seus campos de cultivo.”
Mushumba reafirmou na ocasião o compromisso das agências implementadoras (UN-Habitat, UNFPA, OIT e PAM) na parceria estratégica com o Ministério da Agricultura “para estabelecer e fortalecer as cadeias de valor locais agrícolas e alimentares em São Tomé e Príncipe”.
O Ministro Abel Bom Jesus desafiou os agricultores de Camavo, e não só, a serem protagonistas do desenvolvimento do país, com o uso eficiente destas infra-estruturas, pela busca de técnicas e conhecimento aperfeiçado para melhorar sua produtividade e na poupança e investimento de seus rendimentos.
Tomé Pensava, Presidente da Associação dos Agricultores de Camavo, disse que a obra inaugurada “simboliza a luta dos produtores de Camavo” e a mesma vai minimizar “os elevados custos anteriormente tidos com a perda de colheitas e na aquisição de água para irrigação agrícola.” Pensava garantiu que os agricultores tudo farão “na preservação e durabilidade desta obra”, de modo a poderem com maior eficiência responder às necessidades na luta pela segurança alimentar e nutricional do país.
Lançado oficialmente em Maio de 2022, e com a duração de 24 meses na sua fase-piloto, este Projeto Conjunto das Nações Unidas é pelo Fundo SDG para Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. O Projeto visa melhorar a produção, processamento, armazenamento e conservação local de alimentos ao promover cadeias de valor alimentar local sustentáveis, o desenvolvimento rural e a resiliência em São Tomé e Príncipe.
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História
17 maio 2022
GOVERNO E NAÇÕES UNIDAS LANÇAM PROJETO PARA VALORIZAR PRODUTOS LOCAIS E PROMOVER O BEM-ESTAR SUSTENTÁVEL DOS SANTOMENSES
O Governo de São Tomé e Príncipe e a representação das Organização das Nações Unidas (ONU) no país lançaram oficialmente, no dia 17 de Maio, no Centro Recreativo de Uba-Budo, Distrito de Cantagalo, o Projeto Conjunto das Nações Unidas para valorizar os produtos locais e promover o bem-estar sustentável dos santomenses.
Com a duração de 24 meses e término a 31 de Março de 2024, o projecto visa capacitar o Governo de São Tomé e Príncipe para promover cadeias de valor alimentar local sustentáveis, o desenvolvimento rural e a resiliência, através do investimento em uma indústria agroalimentar ecologicamente correta e na criação de empregos para mulheres e raparigas trabalhadoras vulneráveis.
Financiado pelo Fundo Conjunto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG Joint Fund), o projecto é co-implementado por quatro agências da ONU: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundos das Nações Unidas para a População (FNUAP), Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).
Na sua fase piloto, o projeto é implementado inicialmente na comunidade de Uba Budo, Distrito de Cantagalo. Após os dois anos-piloto, pretende-se expandi-lo com vista a construir um sistema de indústria agroalimentar sustentável e ecologicamente correto em São Tomé e na Região Autônoma do Príncipe, para melhorar a produção, processamento, armazenamento e conservação local de alimentos. Orçado em 1,6 milhões de dólares Norte-Americanos, o projeto é co-financiado pelo SDG Joint Fund e agências da ONU implementadoras.
Com a duração de 24 meses e término a 31 de Março de 2024, o projecto visa capacitar o Governo de São Tomé e Príncipe para promover cadeias de valor alimentar local sustentáveis, o desenvolvimento rural e a resiliência, através do investimento em uma indústria agroalimentar ecologicamente correta e na criação de empregos para mulheres e raparigas trabalhadoras vulneráveis.
Financiado pelo Fundo Conjunto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG Joint Fund), o projecto é co-implementado por quatro agências da ONU: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundos das Nações Unidas para a População (FNUAP), Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).
Na sua fase piloto, o projeto é implementado inicialmente na comunidade de Uba Budo, Distrito de Cantagalo. Após os dois anos-piloto, pretende-se expandi-lo com vista a construir um sistema de indústria agroalimentar sustentável e ecologicamente correto em São Tomé e na Região Autônoma do Príncipe, para melhorar a produção, processamento, armazenamento e conservação local de alimentos. Orçado em 1,6 milhões de dólares Norte-Americanos, o projeto é co-financiado pelo SDG Joint Fund e agências da ONU implementadoras.
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História
18 março 2024
Traçando o rumo: Financiamento Ambiental Inovador para a Conservação da Biodiversidade e o Desenvolvimento Sustentável
No coração do Golfo da Guiné, São Tomé e Príncipe emerge como um exemplo luminoso de conservação e biodiversidade. A Ilha do Príncipe, em particular, reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO, é um microcosmo de vida endêmica e diversidade ecológica que cativa cientistas, conservacionistas e amantes da natureza de todo o mundo.Entendendo o valor inestimável deste património natural, foi realizada sob os auspícios do Ministério do Ambiente e com o apoio do Gabinete do Coordenador Residente das Nações Unidas, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Banco Africano de Desenvolvimento, a Conferência Internacional sobre Financiamento Ambiental Inovador para a Conservação da Biodiversidade e o Desenvolvimento Sustentável em São Tomé e Príncipe, que constituiu um marco importante na definição do rumo do financiamento ambiental sustentável no país. A conferência, que teve como objetivo abordar a necessidade de mecanismos de financiamento inovadores para apoiar a conservação da biodiversidade e as iniciativas de desenvolvimento sustentável em STP, reuniu partes interessadas nacionais e internacionais, incluindo funcionários do governo, parceiros de desenvolvimento, o sector privado e a sociedade civil, para discutir questões críticas e explorar soluções accionáveis.O principal objetivo desta conferência foi o de apresentar e debater as mais recentes descobertas e abordagens inovadoras em matéria de financiamento ambiental para os países em desenvolvimento. Simultaneamente, a Conferência visou apoiar as partes interessadas nacionais na conceção de um roteiro para aproveitar recursos adicionais para os sectores verde e azul, mitigando os riscos de investimento e orientando o capital privado para investimentos favoráveis ao clima e à biodiversidade. O evento também oferecereu uma plataforma para contemplar novas iniciativas para aumentar os benefícios da adaptação, preservar as florestas e restaurar os ecossistemas para além dos mercados tradicionais de carbono.A conferência começou no dia 13 de março com a chegada dos participantes, oradores e moderadores à Ilha do Príncipe. Os grupos culturais receberam-nos com saudações calorosas, criando uma atmosfera animada. No mesmo dia, todos fizeram uma visita de estudo para explorar a rica biodiversidade da ilha, incluindo a Reserva da Biosfera.No dia 14, a sessão começou oficialmente com as observações do Sr. Pietro Toigo, Diretor Nacional do Banco Africano de Desenvolvimento, em representação do Presidente do Banco. O Sr. Toigo enfatizou a importância de alavancar os recursos naturais para o desenvolvimento económico em São Tomé e Príncipe (STP), destacando os desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento para suportar os custos das emissões, enquanto lutam para converter os activos naturais em recursos financeiros, De seguida o Coordenador Residente das Nações Unidas, Eric Overvest sublinhou a importância do desenvolvimento sustentável e da conservação da natureza, em especial para as nações insulares como é o caso de São Tomé e Príncipe, que enfrentam desafios únicos devido à sua exposição e vulnerabilidade aos impactos climáticos. De seguida, o Presidente do Governo Regional, Felipe Nascimento, salientou a importância da região como Reserva da Biosfera da UNESCO, bem como a urgência de discutir opções de financiamento para a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável face às crescentes ameaças das actividades humanas e das alterações climáticas. O Primeiro-Ministro e Chefe do Governo, Emery Patrice Trovoada, reconheceu o clima tropical único de São Tomé e Príncipe e a sua rica biodiversidade, salientando o empenho do Governo na economia verde e nos investimentos em energias renováveis. Ao longo de dois dias, os participantes envolveram-se em sessões perspicazes sobre temas que foram desde as prioridades estratégicas nacionais para a conservação da biodiversidade, passando pela exploração de créditos de biodiversidade para a conservação de florestas e mangais, até à navegação na economia azul.A conferência foi concluída a 15 de março, com a participação de mais de 86 participantes no local e um público mais vasto a assistir através de transmissão em direto. Este evento foi um testemunho do empenho de São Tomé e Príncipe na gestão ambiental e no desenvolvimento sustentável, e espera-se que os conhecimentos e compromissos assumidos durante este encontro abram caminho para progressos tangíveis nos próximos anos.Enquanto olhamos para o futuro, que o exemplo de São Tomé e Príncipe inspire nações ao redor do mundo a unir forças em defesa da biodiversidade.
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História
17 dezembro 2025
Fórum de Investimento de São Tomé e Príncipe em Bruxelas projeta projetos estruturantes e visão de longo prazo
São Tomé e Príncipe apresentou, a 11 de dezembro de 2025, em Bruxelas, a sua visão estratégica de desenvolvimento e um portefólio de projetos estruturantes durante o Fórum de Investimento de São Tomé e Príncipe 2040, um encontro de alto nível que reuniu representantes governamentais, investidores internacionais, instituições financeiras, parceiros de desenvolvimento e setor privado. O Fórum afirmou-se como uma plataforma central para apresentar oportunidades concretas de investimento, ancoradas numa agenda nacional clara e orientada para a transformação económica sustentável. O evento decorreu num momento particularmente relevante para o país, marcado pela sua graduação da categoria de País Menos Avançado e pela consolidação de uma visão de longo prazo traduzida na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável 2026–2040 (ENDS 2026–2040). Esta estratégia define prioridades estruturais para o crescimento económico, a diversificação produtiva, a inclusão social e a sustentabilidade ambiental, servindo de base ao conjunto de fichas de projetos e propostas apresentadas aos investidores em Bruxelas. Ao longo do dia, o Fórum centrou-se na apresentação de projetos estruturantes e oportunidades de investimento em setores considerados catalisadores para o desenvolvimento do país, incluindo energias renováveis, economia verde e azul, turismo sustentável, agroindústria, economia digital e infraestruturas resilientes. As fichas de projetos disponibilizadas aos participantes permitiram um contacto direto com iniciativas já estruturadas, com enquadramento técnico, económico e institucional, concebidas para atrair parcerias público-privadas e investimento de impacto. Um dos elementos transversais ao Fórum foi a afirmação do posicionamento único de São Tomé e Príncipe como o único país do mundo cujo território é integralmente reconhecido como Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO. Este ativo foi apresentado como uma vantagem estratégica para investidores interessados em modelos de crescimento que conciliam retorno económico com proteção ambiental e uso sustentável dos recursos naturais, reforçando o potencial do país nas áreas da economia verde, azul e do ecoturismo responsável. Durante os discursos institucionais, o Eric Overvest, Coordenador Residente das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, sublinhou que o Fórum representou um momento decisivo para transformar visão estratégica em investimento concreto. Na sua intervenção, destacou que o país entra numa nova fase do seu percurso de desenvolvimento, em que o investimento deve funcionar como um acelerador de impacto, alinhado com as prioridades nacionais, a sustentabilidade ambiental e a inclusão social. O Coordenador Residente reforçou ainda que a credibilidade de São Tomé e Príncipe junto da comunidade internacional resulta da combinação entre estabilidade política, clareza estratégica e projetos bem estruturados, salientando que as fichas de projetos apresentadas em Bruxelas são instrumentos fundamentais para reduzir riscos, reforçar a confiança dos investidores e promover parcerias de longo prazo orientadas para resultados. O Fórum proporcionou igualmente espaços de diálogo direto entre decisores públicos e investidores, através de painéis temáticos, sessões de perguntas e respostas e encontros bilaterais (B2B e B2G). Estes momentos permitiram aprofundar o conhecimento sobre o ambiente de negócios, os quadros legais e regulatórios em evolução e as prioridades do Governo, criando bases para futuras colaborações e investimentos. Mais do que um exercício de promoção económica, o Fórum de Investimento de São Tomé e Príncipe em Bruxelas afirmou uma ambição nacional clara: atrair investimento responsável, alinhado com a visão de desenvolvimento do país e com benefícios tangíveis para as populações. Ao colocar projetos estruturantes e uma agenda estratégica no centro do diálogo internacional, o evento reforçou a mensagem de que São Tomé e Príncipe está preparado para acolher parcerias que contribuam para um crescimento inclusivo, resiliente e sustentável a longo prazo.
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História
27 outubro 2025
Uma história global, um compromisso local: 80 anos da ONU e 50 anos em São Tomé e Príncipe
No dia 24 de outubro de 2025, São Tomé e Príncipe celebrou o Dia das Nações Unidas com uma programação que uniu memória, cultura e compromisso social, assinalando simultaneamente os 80 anos da ONU e os 50 anos de presença e cooperação das Nações Unidas no país. A data foi marcada por dois momentos complementares, pensados para envolver a comunidade, valorizar o percurso coletivo e reforçar uma mensagem clara de que o desenvolvimento só é pleno quando é inclusivo. As comemorações tiveram início com a inauguração da exposição fotográfica “50 Anos da ONU em São Tomé e Príncipe”, um percurso visual que revisita cinco décadas de parceria entre o país e o Sistema das Nações Unidas. Através de imagens históricas e contemporâneas, a exposição convidou o público a revisitar momentos-chave da cooperação, desde o apoio à consolidação institucional até iniciativas nas áreas da saúde, educação, proteção social, igualdade de género, ambiente e direitos humanos. Cada fotografia revelou não apenas projetos ou eventos, mas sobretudo pessoas, comunidades, técnicos, parceiros e beneficiários que, ao longo dos anos, deram rosto ao trabalho da ONU no país. Mais do que um exercício de memória, a exposição foi concebida como um espaço de reflexão sobre o impacto concreto da cooperação internacional no quotidiano dos santomenses. As imagens evidenciaram avanços, aprendizagens e desafios persistentes, lembrando que o desenvolvimento é um processo contínuo, construído passo a passo, com diálogo, confiança e compromisso partilhado. Ao celebrar 50 anos de presença no país, a ONU reafirmou também a sua vontade de continuar a caminhar lado a lado com São Tomé e Príncipe, num momento em que o país olha para o futuro com ambição e sentido de responsabilidade. Ao cair da noite, as celebrações ganharam uma dimensão solidária com a Gala Beneficente dedicada às Pessoas com Deficiência, realizada no Palácio dos Congressos. Num ambiente marcado pela cultura, pela partilha e pela generosidade, o evento reuniu representantes do Governo, das Nações Unidas, do setor privado, da sociedade civil e do público em geral, com um objetivo comum de mobilizar apoio e sensibilizar para a importância da inclusão, da acessibilidade e da igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência. A escolha de associar o Dia das Nações Unidas a uma iniciativa beneficente refletiu o compromisso do Sistema das Nações Unidas em colocar as pessoas no centro do desenvolvimento. Em São Tomé e Príncipe, como em muitos outros contextos, as pessoas com deficiência continuam a enfrentar múltiplas barreiras físicas, sociais, comunicacionais e económicas que limitam a sua participação plena na sociedade. A gala procurou dar visibilidade a esta realidade, promovendo uma reflexão coletiva sobre a necessidade de transformar compromissos em ações concretas e sustentáveis. Durante a noite, foi reiterado que a inclusão não é apenas uma questão de justiça social, mas também um fator essencial para o desenvolvimento do país. Garantir que todas as pessoas, independentemente das suas capacidades, possam participar plenamente na vida social, económica e cultural é um princípio alinhado com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e com o compromisso global de não deixar ninguém para trás. A gala beneficiou iniciativas de apoio às pessoas com deficiência, reforçando a importância da solidariedade e da corresponsabilidade entre instituições públicas, parceiros e cidadãos. O Dia das Nações Unidas de 2025 ficará assim marcado como uma celebração com profundo significado simbólico e humano. A exposição fotográfica trouxe à luz a história e o impacto de 50 anos de cooperação; a gala beneficente projetou essa história para o presente e para o futuro, lembrando que o verdadeiro valor das Nações Unidas reside na sua capacidade de ouvir, incluir e agir. Em São Tomé e Príncipe, a data foi mais do que uma comemoração institucional: foi uma afirmação de valores, um convite à ação e um reforço do compromisso coletivo com um desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável para todos.
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História
27 maio 2025
Vitorino e a Transformação da Agricultura Local para Alimentar as Crianças
Em São Tomé e Príncipe, agricultores como Vitorino estão a transformar a agricultura local com o apoio das Nações Unidas. Através do Programa Alimentar Mundial (PAM), em parceria com o Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE), Vitorino encontrou novas oportunidades para valorizar a sua produção. Hoje, os alimentos que cultiva de forma local e sustentável integram as refeições escolares servidas a cerca de 50 mil crianças, contribuindo para uma alimentação mais segura, saudável e nutritiva.Há mais de 20 anos que Vitorino cultiva a sua terra na comunidade de Praia Sete Ondas, enfrentando desafios como a escassez de água para irrigação e a dificuldade de escoamento dos produtos. Apesar disso, nunca perdeu a fé no potencial da agricultura como sustento para a sua família e como fonte de alimentos para a sua comunidade. Graças à implementação de um projeto liderado pelo PAM e financiado pelo Governo do Brasil, Vitorino passou a vender diretamente às escolas, garantindo não só o escoamento regular da sua produção, como também uma nova motivação para cultivar. “Tenho uma grande parcela de terras e cultivo mandioca há muito tempo, mas sempre tive dificuldades em levá-la ao mercado. Agora, vendendo diretamente às escolas, estou mais motivado para plantar e consigo produzir em maior escala e com mais qualidade”, partilha.Além disso, ao fornecer produtos frescos ao PNASE, Vitorino contribui diretamente para o fortalecimento de um sistema alimentar mais justo e sustentável. “Saber que o que cultivo ajuda a alimentar tantas crianças dá-me uma alegria imensa. É como se cada semente plantada fosse um passo para o futuro das próximas gerações”, afirma emocionado.Este é apenas um dos muitos exemplos que demonstram como, sob a liderança do Governo e com o apoio coordenado das Nações Unidas, é possível impulsionar o desenvolvimento local, reforçar a segurança alimentar e promover uma agricultura mais resiliente. Em São Tomé e Príncipe, iniciativas como esta estão a transformar a vida dos pequenos agricultores e a garantir que nenhuma criança fique para trás.
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História
26 maio 2025
São Tomé e Príncipe lança Fundo EcoTéla para impulsionar conservação ambiental e resiliência climática
Num momento celebrado como histórico por ambientalistas, autoridades e parceiros de desenvolvimento, São Tomé e Príncipe lançou oficialmente o Fundo Fiduciário EcoTéla — um mecanismo inovador e estratégico destinado a garantir financiamento sustentável e contínuo para a conservação da biodiversidade e o combate às alterações climáticas no arquipélago. A cerimónia de lançamento decorreu a 21 de maio de 2025 no Palácio dos Congressos, reunindo decisores nacionais, representantes da sociedade civil, agências da ONU e organizações internacionais sob o lema “Promover a Natureza de São Tomé e Príncipe para um Futuro Azul e Verde Sustentável”.Idealizado pela ONG BirdLife International com apoio técnico e financiamento de parceiros como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o fundo visa mobilizar 1,5 milhões de euros até 2027 e atingir a meta de 10 milhões a médio prazo. Trata-se do primeiro fundo fiduciário para o clima criado no país, com o objetivo de assegurar financiamento estável e previsível para iniciativas de conservação em áreas prioritárias como o Parque Natural do Obô e outras reservas estratégicas. Para o Presidente da República, Carlos Vila Nova, o lançamento do EcoTéla representa “uma aposta concreta na resiliência climática, na gestão sustentável dos nossos recursos naturais e no reforço das capacidades locais”. O Chefe de Estado sublinhou que o fundo será estruturado com base em princípios de transparência, equidade e inclusão, envolvendo o governo, as comunidades locais, o setor privado, a sociedade civil e parceiros internacionais. A iniciativa também responde às recomendações da Conferência Internacional sobre Financiamento da Biodiversidade, realizada em março de 2024 na Ilha do Príncipe, com o apoio das Nações Unidas. “O EcoTéla materializa uma visão estratégica para um modelo de desenvolvimento que coloca a natureza e as pessoas no centro das soluções”, afirmou o Coordenador Residente das Nações Unidas, Eric Overvest. “Preservar a natureza é salvar o nosso futuro comum”, reforçou.O fundo distingue-se dos tradicionais projetos de curto prazo por oferecer uma abordagem de longo prazo e maior estabilidade. Está concebido com duas vertentes complementares: um fundo de dotação, destinado a garantir recursos financeiros a longo prazo, e um fundo de desembolso direto para apoio a projetos locais. A sua governação contará com um mecanismo independente, assegurando uma gestão transparente, eficaz e credível. O representante da BirdLife em São Tomé e Príncipe, Agostinho Fernandes, destacou que o EcoTéla é “ajustado à realidade são-tomense, inspirado nas melhores práticas internacionais e pensado para apoiar tanto as áreas protegidas como as iniciativas comunitárias com impacto direto na conservação e no bem-estar das populações locais”. Além disso, o fundo pretende impulsionar a mobilização de fontes de financiamento diversificadas e inovadoras, incluindo mecanismos como trocas de dívida por natureza, recentemente iniciadas através de um acordo entre São Tomé e Príncipe e Portugal.O país, conhecido por possuir uma das biodiversidades mais ricas do mundo, procura agora consolidar a sua posição como líder regional em soluções integradas para desafios ambientais e climáticos. A Ilha do Príncipe já foi reconhecida como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO, e estão em curso esforços para que parte da Ilha de São Tomé alcance a mesma distinção. Neste contexto, o EcoTéla constitui um instrumento vital para reforçar a capacidade institucional do país e promover um modelo de desenvolvimento inclusivo, resiliente e ancorado no conhecimento local. Durante o fórum de dois dias que acompanhou o lançamento do fundo, diversos painéis abordaram temas como financiamento climático inovador, conservação liderada por comunidades e experiências de sucesso em outros países africanos. A troca de experiências e o diálogo multissetorial marcaram o evento como um espaço privilegiado de reflexão e compromisso.“O lançamento do EcoTéla é mais do que um ponto de chegada; é um ponto de partida para um novo capítulo na história ambiental de São Tomé e Príncipe”, afirmou Eric Overvest. “É um investimento na justiça ambiental, na voz das comunidades e no legado que queremos deixar às gerações futuras.” Com o Fundo EcoTéla, São Tomé e Príncipe envia ao mundo uma mensagem clara: proteger a natureza é não apenas uma responsabilidade ambiental, mas uma decisão estratégica para o futuro económico, social e climático do país. As Nações Unidas reiteram o seu compromisso em acompanhar este percurso, mobilizando saber, redes e recursos para transformar esta visão em realidade duradoura.
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História
23 abril 2025
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE PROMOVE DIÁLOGO ESTRATÉGICO SOBRE O FUNDING COMPACT E REFORÇO DO FINANCIAMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
O Governo de São Tomé e Príncipe, em parceria com o Sistema das Nações Unidas, organizou hoje um encontro de alto nível sob o tema “Reforço do Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável: Oportunidades através do Funding Compact e das Prioridades Nacionais”. O evento reuniu representantes governamentais, agências da ONU, parceiros bilaterais e multilaterais, sociedade civil e setor privado, num esforço conjunto para melhorar a mobilização, a coordenação e a previsibilidade dos recursos para o desenvolvimento sustentável do país. O centro do debate foi o Funding Compact, ou Pacto de Financiamento, um compromisso mútuo entre os Estados-Membros das Nações Unidas e o próprio sistema da ONU. Esta iniciativa visa enfrentar os desafios associados ao financiamento fragmentado e imprevisível, que limitam a eficácia das intervenções e dificultam o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao promover uma estrutura de financiamento mais previsível, transparente e orientada para resultados, o Funding Compact reforça a confiança, a responsabilização e a apropriação nacional no quadro da cooperação internacional.Durante a sessão de abertura, o Coordenador Residente das Nações Unidas, Eric Overvest, sublinhou que o Funding Compact representa “uma oportunidade estratégica para consolidar uma cooperação mais eficiente, transparente e alinhada com os objetivos nacionais”. Por sua vez, a Ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades. Ilza Amado Vaz, destacou a importância de garantir que os recursos mobilizados apoiem efetivamente as prioridades do país, como a resiliência climática, a segurança alimentar, o investimento no capital humano e a promoção de uma economia verde e azul. A agenda do evento incluiu apresentações sobre os princípios e benefícios do Funding Compact, bem como as prioridades nacionais para a mobilização de recursos. A equipa das Nações Unidas também apresentou o Relatório Anual de Resultados 2024, evidenciando os principais resultados alcançados no país.Através desta iniciativa, São Tomé e Príncipe procura fortalecer a coerência entre as políticas nacionais de desenvolvimento e os fluxos financeiros internacionais, com base em princípios de eficiência, inclusão e sustentabilidade. Ao mesmo tempo, o evento reafirma o compromisso das Nações Unidas em apoiar o país na construção de um futuro mais justo, resiliente e alinhado com os ODS.O encontro terminou com a partilha de recomendações práticas que servirão de base para futuras ações de mobilização de recursos, contribuindo para que nenhum objetivo fique por alcançar e para que ninguém fique para trás.
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Comunicado de Imprensa
30 outubro 2024
O trabalho não remunerado de prestação de cuidados impede 708 milhões de mulheres de entrarem no mercado de trabalho
GENEBRA (Notícias da OIT) - Estima-se que 708 milhões de mulheres em todo o mundo estejam excluídas da população ativa devido à responsabilidade pela prestação de cuidados não remunerados, de acordo com novas estimativas globais da OIT, divulgadas hoje, por ocasião do Dia Internacional dos Cuidados e Apoio Social.Em 2023, 748 milhões de pessoas (com 15 anos ou mais) não estavam a trabalhar por terem de prestar cuidados a outras pessoas, representando um terço de todas as pessoas em idade ativa que não trabalha. Destas, 708 milhões eram mulheres e 40 milhões eram homens.As novas estimativas, apresentadas no boletim estatístico da OIT The impact of care responsibilities on women’s labour force participation [O impacto das responsabilidades familiares na participação das mulheres no mercado de trabalho], são baseadas em dados de 125 países. Indicam que as responsabilidades de prestação de cuidados constituem o principal obstáculo à entrada e permanência das mulheres no mercado de trabalho, ao passo que os homens são mais propensos a invocar outras razões pessoais para o facto de não estarem a trabalhar, tais como questões relacionadas com a educação e a saúde.Esta disparidade acentuada entre homens e mulheres evidencia o papel desproporcionado que as mulheres assumem na educação dos filhos e das filhas, na prestação de cuidados e no apoio a pessoas com deficiência e a pessoas que necessitam de cuidados continuados, na gestão doméstica e noutras responsabilidades de prestação de cuidados.A nível mundial, cerca de 1,6 mil milhões de mulheres e 800 milhões de homens não estavam a trabalhar, sendo que 45 por cento dessas mulheres e 5 por cento desses homens invocam como motivo a responsabilidade pela prestação de cuidados. Para as mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos, a proporção daquelas que invocam a prestação de cuidados como motivo para o facto de não estarem a trabalhar aumenta para dois terços (379 milhões de mulheres). As mulheres com menos habilitações escolares e as que vivem em zonas rurais também enfrentam maiores dificuldades no acesso ao trabalho devido à responsabilidade pela prestação de cuidados."As mulheres assumem uma parte desproporcionada da responsabilidade pela prestação de cuidados, impedindo a sua participação no mercado de trabalho devido a fatores como baixos níveis de educação, oportunidades de emprego limitadas, infraestruturas deficientes, residência em meio rural e sistemas inadequados de cuidados e apoio. Além disso, as expectativas e normas sociais em torno da prestação de cuidados restringem ainda mais a inclusão das mulheres no trabalho e aprofundam as desigualdades de género" como refere Sukti Dasgupta, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade.A nível regional, a percentagem mais elevada de mulheres fora do mercado de trabalho que invocam a responsabilidade pela prestação de cuidados como motivo encontra-se no Norte de África (63 por cento das mulheres fora da população ativa), seguida dos Estados Árabes (59 por cento). Na Ásia e no Pacífico, a percentagem é de 52 por cento, com pouca variação entre as sub-regiões. Nas Américas, a variação é acentuada, com 47 por cento a referirem os cuidados como a principal razão para estarem fora da população ativa na América Latina e nas Caraíbas, em comparação com apenas 19 por cento na América do Norte. Na Europa e na Ásia Central, 21 por cento das mulheres referem a prestação de cuidados como o principal obstáculo, com a Europa Oriental a registar a taxa mais baixa a nível mundial (11 por cento)."Estes novos dados da OIT evidenciam importantes desigualdades no mundo do trabalho devido à desigualdade na repartição das responsabilidades com a prestação de cuidados e realçam o poder dos dados para melhorar a nossa compreensão da economia dos cuidados. A OIT atribuiu ao trabalho digno na economia dos cuidados o estatuto de prioridade máxima e está a trabalhar no sentido de estabelecer novas normas estatísticas para melhorar os dados relativos ao trabalho de prestação de cuidados", explicou Rafael Diez de Medina, chefe de Estatística e diretor do Departamento de Estatística.À luz destas desigualdades sistémicas baseadas no género, os membros da OIT adotaram a resolução histórica sobre o trabalho digno e a economia dos cuidados na Conferência Internacional do Trabalho da OIT, em junho de 2024. A Resolução é o primeiro acordo tripartido a nível mundial sobre a questão, abrindo caminho para que os países enfrentem os desafios e aproveitem as oportunidades apresentadas pela economia dos cuidados. A resolução afirma que "uma economia dos cuidados que funcione bem não só apoia os indivíduos e as famílias, mas também contribui para uma população ativa mais saudável, cria emprego e aumenta a produtividade". A resolução também destaca as "barreiras estruturais" que o trabalho não remunerado de prestação de cuidados cria para as mulheres na sua participação, retenção e progressão no mercado de trabalho."A forma como os cuidados estão atualmente organizados tende a reforçar as desigualdades sociais e de género que estamos a tentar ultrapassar. A Resolução da OIT sobre o Trabalho Digno e a Economia dos Cuidados apela a políticas e sistemas que contrariem as desigualdades em termos de quem recebe e presta cuidados, eliminem as barreiras que impedem muitas mulheres de entrar, permanecer e progredir no trabalho remunerado e melhorem as condições de todas as pessoas que trabalham na prestação de cuidados e, por extensão, a qualidade da prestação de cuidados", explicou o diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo.A estimativa anterior mais recente, de 2018, apurou que 606 milhões de mulheres e 41 milhões de homens (um total de 647 milhões de pessoas em todo o mundo) não podiam trabalhar devido a responsabilidades com a prestação de cuidados. As novas estimativas, embora não sejam comparáveis devido a alterações metodológicas, confirmam que a responsabilidade pela prestação de cuidados continua a ser a principal razão pela qual as mulheres não procuram trabalho ou não estão disponíveis para trabalhar.Os dados da OIT mostram que, desde 2018, muitos países fizeram progressos para promoverem a participação das mulheres cuidadoras no trabalho aumentando os investimentos em cuidados e educação na primeira infância. No entanto, num mundo que está a ser reconfigurado pelas mudanças demográficas, com o envelhecimento da população, e pelas alterações climáticas, que intensificam o trabalho não remunerado de prestação de cuidados, é provável que a procura destes serviços aumente. A recente resolução da OIT sublinha a importância de um investimento adequado nas políticas dos cuidados. Este investimento será essencial se quisermos combater a crescente desigualdade e avançar para uma maior justiça social.
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Comunicado de Imprensa
30 novembro 2022
Foi aprovado o Plano Nacional de Combate à Resistência Antimicrobiana
O plano nacional de combate à resistência antimicrobiana foi aprovado na segunda-feira 28 de novembro, após mais de uma semana de actividades para promover a luta contra a resistência antimicrobiana no país.
Estas actividades foram desenvolvidas como parte da campanha global de sensibilização sobre o uso consciente de antimicrobianos organizada anualmente de 18 a 24 de novembro.
Dirigindo-se aos participantes do seminário de validação deste novo documento estratégico, o Ministro da Saúde, Célsio Vera Cruz Junqueira, afirmou que após a sua aprovação, é necessário encontrar meios e recursos para que o plano seja implementado com sucesso.
Segundo o ministro da saúde, a resistência antimicrobiana (RAM) conduz a um aumento da mortalidade, morbilidade e custos de saúde. Para Célsio Junqueira, é, portanto, um fenómeno global que se agravou nas últimas décadas devido à utilização inadequada de antimicrobianos na medicina humana e veterinária. A sua rápida propagação e expansão deve-se principalmente à falta de medidas de prevenção e controlo das infecções.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 2019, foram registados quase 5 milhões de mortes em todo o mundo devido as resistências aos medicamentos. A utilização inadequada e generalizada de antibióticos durante a pandemia de COVID-19 agravou a situação.
A resistência aos antimicrobianos é uma preocupação internacional desde há vários anos. Em 2015, foi adoptado pela Assembleia Mundial da Saúde (OMS) um Plano de Acção Global sobre Resistência Antimicrobiana (RMA) com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O objectivo do plano é aumentar a sensibilização para a resistência de antimicrobianos através da comunicação, advocacia e a formação eficaz sobre a questão.
Falando na abertura do seminário, a Dra. Françoise Bigirimana, representante da Organização Mundial de Saúde, disse que a resistência antimicrobiana representa uma séria ameaça à saúde pública. Segundo a Dra. Bigirimana, a resistência aos antimicrobianos deve merecer a atenção acrescida do governo e da população, pois pode pôr em risco os progressos obtidos no tratamento e controlo de doenças como a malária, VIH/SIDA, tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis.
A celebração da RMA deste ano foi feita sob o lema "todos juntos para prevenir a resistência aos antimicrobianos".
Há um grande risco dos microrganismos resistentes se propagarem entre animais e plantas e no ambiente, com consequências desastrosas para a segurança alimentar e o crescimento económico global.
Em São Tomé e Príncipe, embora os dados sejam limitados, alguns estudos mostram que a RAM é uma ameaça. Por exemplo, um estudo de 2018 mostrou resistência aos antibióticos utilizados para tratar pneumonia em crianças. Há também um aumento nos casos de resistência multi-fármacos contra a tuberculose, com 1 caso em 2020, 6 casos em 2021 e 11 casos em 2022 de tuberculose multirresistente.
Este ano, em São Tomé e Príncipe, as celebrações tiveram lugar entre 18 e 28 de novembro com uma série de actividades na mídia de sensibilização, e de formação. Uma equipa nacional composta de técnicos dos Ministérios da Saúde e da Agricultura, com o apoio da OMS, viu reforçada as suas capacidades sobre questões de saúde humana, veterinária e fitossanitária. Foram também realizadas reuniões de sensibilização e informação sobre resistência antimicrobiana nas escolas públicas dos dois distritos mais populosos do país, Água Grande e Mé-Zochi.
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Comunicado de Imprensa
05 outubro 2022
ELEIÇÕES LEGISLATIVAS, AUTARQUICAS E REGIONAIS - 25 de Setembro de 2022
O Coordenador Residente das Nações Unidas felicita o povo de São Tomé e Príncipe por ter concluído mais um processo eleitoral de forma pacífica e em respeito pelas regras democráticas.
São Tomé e Príncipe é um exemplo de democracia para a África Central e estas eleições comprovam que o país e as suas instituições mantém o forte compromisso com a democracia e alternância.
Felicitamos a todos as forças políticas por terem conduzido uma campanha pacífica e de respeito mútuo.
Com base nos resultados anunciados pelo Tribunal Constitucional felicitamos o partido Ação Democrática Independente (ADI) pela sua vitória nas eleiçoes legislativas e felicitamos igualmente o partido União para Mudança e Progresso do Principe (UMPP) pela sua vitória na eleiçao regional.
Desejamos votos de sucesso a todos os 55 deputados e deputadas eleitas para a Assembleia Nacional, a todos os membros eleitos das Assembleias Distritais e aos membros eleitos da Assembleia Regional do Príncipe.
As Nações Unidas continuarão a apoiar a governação democrática e o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe, e reiteramos a nossa disponibilidade em trabalhar com os órgãos eleitos nacionais, regional e local.
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Comunicado de Imprensa
05 março 2021
Vacinas COVID-19 expedidas pela COVAX chegam à São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe recebeu hoje, o primeiro lote de 24 mil doses da vacina COVID-19, através do consórcio COVAX, uma parceria entre a CEPI, Gavi, UNICEF e OMS. A entrega de hoje faz parte de um primeiro lote das 96 mil doses da vacina Astrazeneca, do Serum Institute of India em Mumbai, Índia, previstas para serem encaminhadas para São Tomé e Príncipe ao longo de todo este ano de 2021.
A chegada hoje à São Tomé marca a 1ª entrega numa Ilha, do consórcio COVAX no seu esforço sem precedentes para fornecer pelo menos 2 mil milhões de doses de vacinas COVID-19 em todo o mundo até ao final de 2021. Este é um passo histórico com vista a garantir a distribuição equitativa de vacinas COVID-19 mundialmente, no que será a maior aquisição e operação de fornecimento de vacinas da história.
As vacinas chegam ao país uma semana depois de São Tomé e Príncipe ter recebido 87600 seringas e 900 caixas de lixo para as seringas e ampolas de vacinas depois de usadas, igualmente no âmbito da parceria COVAX.
Segundo o plano nacional de vacinação validado pelo Conselho de Ministros, as primeiras 24 mil doses de vacinas que chegaram hoje, destinam-se para a rápida protecção das pessoas de alto risco - Este grupo engloba os profissionais de saúde, assistentes sociais, pessoas idosas, pessoas idosas que vivem nos centros de acolhimento e pessoas com doenças crónicas ( diabetes, doenças respiratórias, hipertensão, etc.). As próximas doses a chegar serão usadas para proteger outros grupos prioritários conforme o plano nacional. A campanha de vacinacão terá o início no dia 15 de Março 2021.
São Tomé e Príncipe é depois de Angola, o segundo país da África lusófona a receber as vacinas contra a COVID-19 no quadro dos esforços concertados da COVAX.
Reagindo a chegada das vacinas à Sao Tomé, o Gestor da Gavi para o país, o Dr. Thierry Vincent disse ser “um dia histórico para São Tomé e Príncipe, e a COVAX é uma visão partilhada dos seus parceiros, para o acesso equitativo global às vacinas COVID-19.”
O Dr. Vincent adiantou ainda que, “a Gavi tem tanto orgulho de partilhar este momento com o governo e seus parceiros, e de desempenhar um papel na protecção dos que estão em maior risco - incluindo profissionais de saúde - durante esta pandemia.”
Também a Representante da OMS para São Tomé e Príncipe, Dra. Anne Ancia fez uma declaração à propósito, tendo ressalvado que “este 5 de março de 2021 é finalmente um dia de alegria, podendo os Santomenses comemorar o primeiro, mas muito importante passo em direção à uma solução sustentável para prevenir a COVID-19 e proteger aqueles que estão em maior risco.”
A Dra. Anne Ancia destaca a importancia da parceria COVAX e do trabalho incansável do pessoal do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, o que segundo ela, que fez com que este país estivesse entre os primeiros países africanos a receber 24 000 doses da vacina contra a COVID-19. “Estas vacinas não poderiam chegar em melhor altura, quando todo o arquipélago foi atingido pela segunda e mais mortal vaga da pandemia,” ressaltou a Dra Ann Ancia, que adiantou entretanto que “as 24 000 doses permitirão proteger rapidamente o pessoal da saúde e os assistentes sociais que estão na linha da frente da luta contra o COVID-19 há quase um ano, e vão permitir também proteger os idosos que vivem diáriamente com a terrível ameaça de uma doença altamente contagiosa e com risco de vida por não haver tratamento eficaz até ao momento,” estivemos a citar.
A Representante da OMS concluiu afirmando sentir-se muito orgulhosa e honrada pelo facto da OMS fazer parte dos actores mais activos desta iniciativa, e agradeceu ao Governo Santomense e à todos os parceiros que tornaram este dia possível para todos habitantes de São Tomé e Príncipe.
Para o Representante do UNICEF para São Tomé e Príncipe e Gabão, Dr. Noel Zagre, o facto de ter recebido as primeiras 24 mil doses da vacina contra a COVID-19, São Tomé e Príncipe tornou-se assim numa das primeiras ilhas a receber as vacinas da Aliança COVAX".
O Dr. Zagre felicitou o país por esta conquista que, segundo ele, é o resultado do esforço conjugado entre as autoridades nacionais e os parceiros da GAVI, OMS, UNICEF e a CEPI.
O Representante do UNICEF disse esperar que, com o início da campanha de vacinação e o controlo da pandemia, se possa garantir o regresso à escola em segurança e o regresso à normalidade para as crianças e jovens.
A Delegação da União Europeia em Gabao para São Tomé e Principe, também já reagiu a chegada das vacinas ao país. Numa mensagem partilhada com as representações da OMS e do UNICEF em São Tomé, a Embaixadora da União Europeia, a Dr Rosário Bento País disse que, com uma contribuição de 2,2 mil milhões de euros, a Equipa Europa (União Europeia, os seus Estados-Membros e o BEI - Banco Europeu de Investimentos) é o primeiro contribuinte para esta iniciativa que visa, nas palavras da Presidente da Comissão Europeia, Ursula VON DER LEYEN, “Garantir, como parte da nossa resposta global contra o coronavírus, o acesso universal à vacinas em todo o mundo, para todos aqueles que precisam”, fim de citação.
Durante vários meses, os parceiros da COVAX apoiaram governos e parceiros nos esforços de preparação para este momento. Eles foram especialmente activos no trabalho com alguns dos países mais pobres do mundo: aqueles que vão beneficiar do Compromisso de Mercado Antecipado (AMC), um mecanismo financeiro inovador para ajudar a garantir o acesso global e equitativo às vacinas COVID-19. Para o efeito a parceria Covax deu auxílio no desenvolvimento de planos nacionais de vacinação, apoiou na infraestrutura da cadeia de frio, bem como no armazenamento de meio bilhão de seringas e caixas de lixo das vacinas, máscaras, luvas e outros equipamentos para garantir que houvesse equipamento suficiente para os trabalhadores de saúde começarem a vacinar os grupos prioritários o mais rápido possível.
Para que as doses sejam entregues aos países destinatários, são necessários preencher requisitos fundamentais, incluindo a confirmação dos critérios de autorização regulatória nacional relacionados às vacinas entregues, acordos de indemnização, planos nacionais de vacinação dos participantes do AMC, bem como outros factores logísticos, como licenças de exportação e importação.
A medida que os países participantes vão preenchendo os critérios acima referidos e finalizam os preparativos de prontidão, a COVAX vai emitindo ordens de compra ao fabricante, enviando e entregando as doses por meio de um processo interactivo. Isso significa que as entregas para a primeira fase de alocação ocorram numa base contínua e em tranches.
A Iniciativa COVAX é co-liderada por Gavi - Alianca para a Vacinação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Coligação para Inovação e Preparação contra Epidemias (CEPI), que trabalham em parceria com o UNICEF, bem como o Banco Mundial, organizações da sociedade civil, fabricantes e outros . A COVAX faz parte do Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT), uma inovadora colaboração global para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo aos testes, tratamentos e vacinas COVID-19.
A COVAX construiu uma carteira diversificada de vacinas adequadas para uma variedade de configurações e populações e está a caminho de cumprir a sua meta de entregar pelo menos 2 bilhões de doses de vacina aos países participantes em todo o mundo em 2021, incluindo pelo menos 1,3 bilhão de doses financiadas para os 92 participantes de rendimento baixo do COVAX Facility apoiados pelo Gavi COVAX AMC.
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Comunicado de Imprensa
08 dezembro 2020
Avaliação do Impacto Socioeconómico (SEIA) e o Plano de Resposta Socioeconómica (SERP) à COVID – 19
No âmbito da resposta imediata do país à Covid-19, o Governo de São Tomé e Príncipe, com o apoio dos parceiros de desenvolvimento, elaborou e implementou um primeiro plano de emergência que introduziu um conjunto de medidas específicas com resposta imediata para apoiar os principais serviços públicos e proteger os grupos mais vulneráveis.
Como parte deste plano foi também reconhecido que o país precisaria de desenvolver um plano socioeconómico mais abrangente a médio prazo, para apoiar uma recuperação mais inclusiva, resiliente e sustentável.
À semelhança de outros países, o Sistema das Nações Unidas em STP contribuiu para a produção da Avaliação do Impacto Socioeconómico (SEIA), que em associação com Plano de Resposta Socioeconómica (SERP), pretende abrir caminho tanto para a resposta à crise da COVID-19, bem como para uma recuperação sustentável a médio e longo prazo.
O SEIA, que foi produzido durante meses de trabalho com apoio técnico de todas as agências do Sistema das Nações Unidas em STP, do Banco Africano de Desenvolvimento e do Banco Mundial, e fornece ao Governo de STP e aos parceiros de desenvolvimento uma análise abrangente do impacto socioeconómico da pandemia da COVID-19 no país, com enfoque nos grupos mais vulneráveis.
O Governo, através do Primeiro-ministro, manifestou interesse em que a SEIA fosse apropriada ao nível nacional e que, com base neste documento, tanto o Governo como os parceiros pudessem contribuir diretamente para a formulação do Plano de Resposta Socioeconómica (SERP) para o país.
Para além das instituições governamentais e dos parceiros de desenvolvimento, o workshop prevê a participação de representantes das organizações da sociedade civil, em representação dos mais vulneráveis, e do sector privado e tem como objetivo rever, enriquecer e validar a SEIA, e transformar as suas recomendações em medidas políticas mais concretas e mensuráveis para o Plano de Resposta (SERP).
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