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PAM reforça parceria com o Governo através do PNASE
Durante a cerimónia de divulgação da Análise de Custo-Benefício do Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar-PNASE
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02 agosto 2021
Associações da UAJSTP/SPD capacitados em Saúde Sexual Reprodutiva, Associativismo e Liderança.
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23 junho 2021
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em São Tomé e Príncipe
Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à acção para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares possam desfrutar de paz e prosperidade.
Enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS), São Tomé e Príncipe e os seus parceiros têm trabalhado e, continuarão através de projectos catalisadores, na direcção da defesa dos direitos humanos, com enfoque nas desigualdades e a discriminação incluindo a igualdade de género enquanto exercícios que permitem avaliar as capacidades dos titulares dos direitos, na sustentabilidade no que toca às preocupações de redução dos riscos ambientais e o aumento da resiliência, na responsabilização sustentada pelo reforço das capacidades nacionais dos dados fiáveis e na gestão baseada em resultados.
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19 abril 2021
Plantar é investir no futuro
Entre 2018 e 2020, o projecto Energia ajudou a plantar 17 mil mudas de plantas. Este projecto integrado de gestão sustentável das bacias hidrográficas é financiado pelo Fundo para o Ambiente Global (GEF) em São Tomé e Príncipe através do PNUD. A plantação foi feita em 186 hectares de terras pertencentes a agricultores de São Tomé e da Região Autónoma do Príncipe com o objectivo de ajudar a recuperar o parque florestal nacional.
Claudino Faro é umas das quatro comunidades que participam desta campanha de reflorestação. Na comunidade vivem cerca de 500 habitantes que têm na agricultura a principal fonte de rendimento familiar. A Banana pão, Cacau, Matabala, fruta pão são alguns dos principais produtos cultivados na comunidade que nem sempre chegam facilmente ao mercado. A comunidade enfrenta vários problemas com escoamento dos produtos, pois a estrada não oferece boas condições para a contínua circulação de veículos.
Maria de Fátima é Presidente da Associação das Mulheres Agricultoras de São Tomé, empresária, agricultora e líder da comunidade de Claudino Faro. Nos dois hectares de terra que possui em Claudino Faro, Maria de Fátima produz cacaueiros, bananeiras, matabaleiras, fruteiras mandioqueiras árvores de frutos diversos como safuzeiro, abacateiros, laranjeiras e mangueiras. Durante a primeira fase de reflorestação realizada em 2018, Maria de Fátima recebeu 45 mudas de gmelina, cidrela, gôgô, amoreira, pau mole e acácia, grande parte delas de crescimento rápido e por isso com maior valor comercial.
“Como pode ver, as plantas hoje já são árvores. Quer dizer que eu tratei delas e estão a crescer bem. Já tivemos uma primeira fase e as plantas hoje já são arvores crescidas. Tivemos uma segunda fase com novos agricultores e a equipa técnica da direção das Florestas vai passar brevemente para ver o crescimento das plantas”, disse ela.
Claudino Faro e as outras comunidades reflorestadas haviam sido identificadas pela Direcção das Florestas e da Biodiversidade e foram escolhidas para o projecto alto índice de abate indiscriminado de árvores já identificados. “Por isso, antes de começarmos a distribuir as mudas de plantas aos agricultores, fizemos um trabalho de sensibilização pois, já conhecíamos a degradação florestal que existia nessas comunidades”, disse João Fernandes, técnico da Direcção das Florestas e da Biodiversidade.
O trabalho de sensibilização também envolveu incentivar os agricultores a plantarem muito mais plantas do que aquelas que receberam. Um resultado amplamente alcançado pela campanha. “Fornecemos 45 mudas aos agricultores e quando fomos visitar os agricultores muitos tinham plantado muito mais do que isso, 55, 60 e isso foi muito bom para nós”, afirmou João Fernandes.
“Quando me deram este terreno ele tinha muitas árvores. Pedi autorização e cortei algumas para fazer uma casa bem grande. Agora eu tenho de plantar também para que os meus filhos possam fazer o mesmo. Isto é um investimento. E assim também ajudo o ambiente. Todos ganhamos” disse Maria de Fátima.
Na definição das espécies que seriam utilizadas para a reflorestação, os técnicos optaram por utilizar plantas de valor comercial (com rápido crescimento) e de valor não comercial (crescimento mais lento e mais afectado pelo abate ilegal).
Para o plantio das árvores, os técnicos da Direcção das Florestas e da Biodiversidade foram responsáveis por definir e ensinar aos agricultores a tratarem do terreno para receber as novas plantas e os cuidados iniciais a ter para garantir uma alta taxa de sobrevivência.
Ao participarem da campanha, os agricultores passam também a ser agentes de sensibilização comunitária contra o abate ilegal. “Nós falamos com as pessoas que cortam ilegalmente, e em último caso avisamos a DFB quando ouvimos motosserra na floresta”, disse Maria Tavares, agricultora e beneficiária de mudas de plantas em Claudino Faro.
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03 maio 2021
Programa de Educação Parental “Mina Non ça Likêza Tela”
Enquadrado no sector das políticas sociais no país, o PEP foi criado com o intuito de dar uma resposta à situação famílias vulneráveis de São Tomé e Príncipe, com o objectivo específico de reforçar a capacidade dos pais, encarregados de educação e educadores para garantir que as crianças beneficiem de uma educação parental sensível às questões de género, encorajar a parentalidade positiva,aprendizagem precoce e educação primária e secundária.
Foi elaborado o Plano de implementação da formação para o PEP+ na perspectiva do alargamento ao nível nacional, tendo sido ministradas mais de 100 horas de formação (24 horas de Formação Refresh; 48 horas de formação Inicial; e 28 horas de Formação PEP+ em Ação); . Foram formados e capacitados em Educação Parental PEP+ 136 Profissionais das diferentes plataformas de serviços (protecção social, saúde, educação, jovens e comunicação social) no país - 93 dos quais em São Tomé e 43 na Região Autónoma do Príncipe; dos profissionais PEP+ capacitados e formados, 89 são mulheres e 47 são homens.
Augusta d'Almeida Afonso é santomense,mãe a solo e tem seis filhos. Vive no Plano de Água Izé distrito de Cantagalo e foi uma das beneficiárias do programa de educação parental pep+ . Segundo a Augusta, o programa de educação parental mudou muito a sua vida. “Aprendi muito com o programa PEP. Como cuidar das crianças, como mantê-las na sociedade, como criar crianças, como dar-lhes uma nutrição adequada, como mantê-las na escola.”
Esta mãe afirma que neste programa também aprendi a não bater na criança, a falar com a criança, porque quando uma mãe bate demasiado na sua criança, magoa também a criança e a mãe. Este programa também nos ensinou como lidar com as crianças.Se é uma criança adulta em casa, precisa de saber como falar com a criança.
Relembra ainda que antes de entrar no programa, vivi uma vida infeliz. Não me sentia como agora. Tive muitos problemas, problemas com as crianças, muitas coisas. Mas depois de ter aderido ao programa familiar, vi que a minha vida mudou , porque agora tenho uma casa, tenho os meus filhos organizados comigo, já não estou muito preocupada. Sinto-me feliz com este programa PEP , não quero que ele fique por aí.
Em suma, o Programa de Educação Parental tem vindo a dar provas da sua eficácia na passagem de mensagens junto das famílias, mas também da sua efectividade em transformar as práticas dos profissionais da protecção social, da saúde e da educação. No entanto, tendo em conta o desenrolar da Pandemia de COVID-19, esta fase de Expansão Nacional do PEP+ mostra-se ainda mais exigente e decisiva, pois o que adicionalmente está em causa é evitar que o impacto desta crise vulnerabilize ainda mais as famílias santomenses.
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19 abril 2021
Programa “Cumé di Quinté Non”
De entre as actividades de sucesso, desenvolvidas pela FAO em São Tomé e Príncipe destacamos o programa denominado “Cumé di Quinté Non” (alimentos produzidos no nosso quintal), uma iniciativa da FAO, implementada com a colaboração do Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, em resposta ao pedido formulado pelo governo, através do Ministério da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, à favor dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social (SPRS),tendo como objectivo, apoiar a instituição a desenvolver uma atividade intensiva de produção agrícola, capaz de assegurar a alimentação da sua população prisional, em tempo de crise e vender o remanescente no mercado interno, contribuindo dessa forma para suprir outras necessidades internas da instituição. Tratou-se de um programa produtivo e educativo, com foco no domínio da agricultura, horticultura, da segurança alimentar e nutricional e de práticas alimentares saudáveis, visando promover a fome zero em São Tomé e Príncipe (STP), sobreetudo no actual contexto da Covid-19.
No âmbito desse programa, a FAO forneceu aos Serviços prisionais e de reinserção social, os insumos necessários para a produção agrícola (materiais e utensílios agrícolas, sementes e materiais vegetais, produtos fitossanitários e biológicos para controlo de pragas e de doenças), a assistência técnica de dois quadros do Ministério da Agricultura, bem como a logística necessária para assegurar a implementação das actividades de produção, num período de três meses, em dois centros de produção agrícola pertencentes ao SPRS.
A iniciativa também teve uma componente de produção de programas televisivos e radiofônicos, em que foram editados e difundidos oito episódios, centrados na sensibilização para práticas de produção agrícola e no domínio da nutrição, utilizando um espaço concedido pelo Centro de Aperfeiçoamento Técnico Agro-Pecuário (CATAP) como parcela experimental de produção, que serviu como pivot para produção dos referidos programas.
Passados quase três (3) meses após o início da intervenção, os resultados são promissores. Já se começou a colheita de alguns produtos nas parcelas objecto de interveção, como, o nabo, couve, cenoura, produtos horticolas tradicionais e locais, etc. Na parcela experimental de CATAP, foram colhidos alguma quantidade produtos, tais como, a couve, folhas de “gimbôa” e folhas de “mussûa”, que foram oferecidos à um lar de idosos.
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31 agosto 2021
Associações da UAJSTP/SPD capacitados em Saúde Sexual Reprodutiva, Associativismo e Liderança.
Os representantes das diferentes associações juvenis que integram a União em matéria de Saúde, População e Desenvolvimento (UAJSTP/SPD) comprometeram-se em desenvolver um conjunto de atividades nos próximos tempos.
O engajamento foi assumido após a formação intensiva de quatro dias sobre Liderança, Associativismo, Voluntariado, Saúde Sexual e Reprodutiva, Violência baseada no Género e Drogas.
A ideia é contribuir para que a Rede de Associações Juvenis respeite o compromisso assumido na cimeira de Nairóbi em 2019. O atraso registado no arranque da implementação das atividades deveu-se à pandemia da Covid-19. O encontro na capital queniana assinalou os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD25).
Para a representante da Associação de Estudantes do Liceu Nacional, “foram dias de muita aprendizagem e o reforço das nossas capacidades para poder sensibilizar, de tornarmos melhores líderes e voluntários”.
«As informações que recebemos tanto sobre a Saúde Sexual Reprodutiva, ao uso de drogas, bebidas alcoólicas, associativismo, voluntariado e liderança, vão permitir desenvolver atividades de sensibilização com e para os alunos, de forma que eles se sintam mais capacitados para conversar com outros colegas e ajudar outras pessoas», acrescentou Eli Costa.
A Associação espera conseguir a contribuição de alguns parceiros para ajudar na implementação do seu plano de atividades.
Por sua vez, Sidney Soares, da Associação Ajurte de Cantagalo, está convencido que “esta formação permitiu estruturar melhor, (o conhecimento que já tinha sobre aqueles conteúdos) que estavam de forma aleatória. Agora, estou mais organizado para levar essas informações para a comunidade».
«As atividades que nós desenvolvemos estão estritamente relacionadas com o bem-estar e o desenvolvimento dos jovens do distrito.
Cerca de vinte representantes das associações integrantes na UAJSTP/SPD participaram na formação. A iniciativa foi patrocinada pela UNFPA.
Note-se que em Nairóbi, São Tomé e Príncipe propôs-se “garantir o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva”; “responder às necessidades dos jovens” e “reduzir consideravelmente a violência baseada no género, apoiando a implementação da Estratégia Nacional sobre o assunto atualizada para o período 2020-2024”.
No que respeita às necessidades dos jovens, entre as metas definidas, destaca-se a redução da taxa de gravidez precoce de 15% para 10% até 2023, através da intensificação da educação sexual abrangente em todas as escolas secundárias e da provisão de saúde sexual e reprodutiva adaptada aos jovens em todos os centros e postos de saúde.
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31 agosto 2021
Clínicas móveis apoiam a vacinação contra Covid-19 nas comunidades
O Sistema de Saúde utilizou todos os recursos disponíveis na campanha de vacinação contra Covid-19. Entre eles, as clínicas móveis financiadas pelo Fundo da Índia, obtidas com a intermediação do UNFPA, que permite chegar às comunidades mais periféricas, como São José e Monte Café, no distrito de Mé-Zóchi, bem como Fernão Dias e Micoló, em Lobata.
Adriana Calota, moradora em São José, mostrou-se satisfeita por ter tomado a vacina. “É proteção. Aqui na comunidade eu fui chamar as pessoas para virem tomar a vacina. E elas estão a vir. Depois, vou esperar para tomar a segunda dose”, disse, apelando a todos e todas para se imunizarem.
Em São José, as mulheres foram as que mais tomaram a vacina, 9 para 2 homens. Em Monte Café, foi o contrário: 7 homens e 1 mulher.
Por sua vez, em Fernão Dias, Armando dos Reis, que viaja muito, entende que é “bom estar protegido. Nós não estamos livres de doença. Tenho 65 anos, praticamente nunca adoeci, mas eu vejo muita coisa na televisão. Daí que temos de nos proteger. É melhor prevenir do que remediar”, sentenciou.
Respeitou os procedimentos, depois de ter sido vacinado. Depois dos 15 minutos de espera, “nada de reação. Nenhum sintoma até agora”.
A polémica gerada sobre a vacina AstraZeneca fez com que “na comunidade, muitas pessoas estejam com medo”, reconheceu.
«Mas lá fora já estão a tomar essa vacina e nós aqui também temos que tomar», sublinhou.
O enfermeiro Asmildo Neto avaliou que “a adesão foi boa” apesar do receio das pessoas, “porque acham que a vacina dá trombose… Estamos a explicar que não é assim”. Ele trabalha em Micoló e sabe o número de pessoas que tem mais de 60 anos e está no grupo prioritário. "A maior parte já vacinou. Os poucos que faltam estão nas suas atividades e passaremos mais tarde para vaciná-los”, argumentou.
«Vacinamos uma senhora de 58 anos, porque ela sofre de diabete e tensão alta. Menores de 60 anos com esse tipo de doenças estamos a vacinar», acrescentou o técnico de saúde.
São José, antiga dependência da Roça Monte Café, está a cerca de 15 quilómetros da cidade capital e a 670 metros de altitude. Tem aproximadamente 300 pessoas. Os adultos dedicam-se, sobretudo à agricultura. Monte Café funciona como nucelo e acolhe aproximadamente 800 cidadãos. A vegetação é muito verde, com uma rica biodiversidade. Estas terras, em Mé-Zóchi, são propícias para o cultivo do café, que em grande parte é exportado.
Em contrapartida, em Fernão Dias e Micoló, aproximadamente a 14 quilómetros da cidade de São Tomé, no centro norte da ilha maior, predomina a savana. A pesca é uma das principais ocupações dos cerca de mil habitantes dessas localidades do distrito de Lobata.
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23 junho 2021
PAM reforça parceria com o Governo através do PNASE
A informação foi avançada durante a cerimónia de divulgação da Análise de Custo-Benefício do Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar-PNASE, no Hotel Praia, na tarde de terça-feira, 22 de Junho.
A cerimónia de abertura foi presidida pela Ministra da Educação e Ensino Superior, Julieta Rodrigues Izidro e contou com a presença de alguns membros e representantes do governo, da Representante do Programa Alimentar Mundial em STP, de Representantes das distintas agências das Nações Unidas STP , do Corpo Diplomático Acreditado em STP, bem como de alguns parceiros.
No contexto dos esforços do governo de São Tomé e Príncipe e do mandato do Programa Alimentar Mundial (WFP) para uma transição rumo a um programa nacional de alimentação escolar gerido nacionalmente, foi conduzida em 2018 a Revisão Estratégica “Fome Zero”. Dentre as conclusões e recomendações do documento, está a necessidade de uma estimativa de custo-benefício do Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE). Trata-se de uma análise de potenciais benefícios trazidos pelo Programa e os custos reais do investimento na alimentação escolar em São Tomé e Príncipe dentro dos moldes actuais.
Na sua intervenção, a ministra da Educação e Ensino Superior afirmou que “a análise do custo\benefício do PNASE é para nós deveras importante porquanto esta acção permite-nos conhecer o desempenho que vem sendo efetuado desde 2018 a esta parte.” Julieta Izidro disse ainda que “ o Governo tem vindo a desenvolver esforços no sentido de melhorar a administração e gestão do PNASE, “ e que “com apoio do PAM a Lei 4\2012, legislação que criou este programa, está a ser revista e actualizada com objectivo de adaptá-la às novas realidades.”
A Representante do Programa Alimentar Mundial, por sua vez disse que “ o PNASE é a maior rede de segurança alimentar do país e garante refeições quentes diárias a mais de 50,000 crianças são-tomenses. Devido a sua dimensão e importância, o PNASE enfrenta também sérios desafios estruturais que directas ou indirectamente afectam a sua implementação e sustentabilidade”. Edna Peres finalizou assegurando o apoio do PAM ao governo ao sublinhar que “ o PAM irá continuar a trabalhar lado a lado e de mãos dadas com o governo para que o PNASE seja o programa que todos nós idealizamos e que cumpra o seu objectivo primordial que é alimentar as crianças de São Tomé e Príncipe para que elas aprendam melhor e cresçam felizes e saudáveis.”
Após a apresentação do relatório feita pelo Dr. Vinícios Limongi, do Centro de Excelência Contra a Fome-Brasil do Programa Alimentar Mundial, abriu-se um espaço de debate onde os intervenientes puderam esclarecer algumas dúvidas e enaltecer o trabalho do PNASE frisando tratar-se de um programa de todos.
De acordo com os estudos estima-se que - 42% populações de cerca de 215.000 mil habitantes na faixa entre 0-14 anos de idade estão em idade escolar, e, considerando que o ciclo de educação primária no país vai dos 6 aos 14 anos. Neste contexto, é possível associar directamente a alimentação escolar como importante intervenção em busca dos ODS 2 (Fome Zero) e 4 (Educação de Qualidade), dada significativa parcela da população beneficiada pelo PNASE (25%).
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02 junho 2021
François Fall, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas visita São Tomé e Príncipe
No âmbito do próximo ciclo eleitoral que realizar-se-á no próximo dia 18 de Julho, esteve em visita de trabalho a São Tomé e Príncipe, uma delegação do Escritório Regional das Nações Unidas para a África Central, liderada pelo Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, o Senhor François Louncény Fall.
Durante a sua estada de trabalho, que durou de 16 a 19 de Maio, o Representante Especial do Secretário-Geral da ONU manteve encontros separados com as mais altas autoridades nacionais, com os representantes da Comissão Eleitoral Nacional, com os principais dirigentes políticos e com actores da Sociedade Civil.
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03 maio 2021
1ª Gala de Premiação – Empreende Jovem
Realizou-se no dia 22 de Abril, no Palácio dos congressos, a 1ª Gala de Premiação – EMPREENDE JOVEM. O Evento teve como objectivo divulgar os feitos do programa e apresentar publicamente os vencedores dos concursos Inovação STARTUP ideias de Negócios e Turismo 2.0.
Além de apresentar os 12 vencedores do concurso turismo 2.0 e os 27 finalistas do Concurso Inovação STARTUP, também foram atribuídos os Prémios de Melhor projecto by BGFI e de Inovação by Unitel -STP.
Iniciado em 2020, com o objectivo de apoiar os jovens santomenses residentes no país e na diáspora a encontrarem soluções competitivas e inovadoras para promover o crescimento económico sustentável e inclusivo no país, o EMPREENDE JOVEM, precisou ser adaptado a realidade da pandemia, conduzindo a dois momentos principais:
O 1º que buscou soluções que permitissem aumentar a capacidade nacional de resposta à Covid 19 e o 2º que buscou apoiar na recuperação do sector do Turismo face ao impacto da pandemia.
Os 16 projectos financiados na 1ª fase, estão a ser implementados. Com a atribuição dos prémios, foram criados 70 novos postos de trabalho, beneficiando não só os directamente implicados como as suas famílias e comunidades em que estão inseridos.
A 2ª fase é dividida em 2 partes, a 1ª visou capacitar e financiar pequenos e micro negócios já instalados no sector do Turismo, a segunda para startups, transformar ideias criativas em negócios.
A Gala, organizada pela Ministério da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, em parceria com o PNUD, contou com a presença de individualidades governamentais, diplomáticas, representantes de associações, universidades e do sector privado.
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Comunicado de Imprensa
03 maio 2021
Vacinas COVID-19 expedidas pela COVAX chegam à São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe recebeu hoje, o primeiro lote de 24 mil doses da vacina COVID-19, através do consórcio COVAX, uma parceria entre a CEPI, Gavi, UNICEF e OMS. A entrega de hoje faz parte de um primeiro lote das 96 mil doses da vacina Astrazeneca, do Serum Institute of India em Mumbai, Índia, previstas para serem encaminhadas para São Tomé e Príncipe ao longo de todo este ano de 2021.
A chegada hoje à São Tomé marca a 1ª entrega numa Ilha, do consórcio COVAX no seu esforço sem precedentes para fornecer pelo menos 2 mil milhões de doses de vacinas COVID-19 em todo o mundo até ao final de 2021. Este é um passo histórico com vista a garantir a distribuição equitativa de vacinas COVID-19 mundialmente, no que será a maior aquisição e operação de fornecimento de vacinas da história.
As vacinas chegam ao país uma semana depois de São Tomé e Príncipe ter recebido 87600 seringas e 900 caixas de lixo para as seringas e ampolas de vacinas depois de usadas, igualmente no âmbito da parceria COVAX.
Segundo o plano nacional de vacinação validado pelo Conselho de Ministros, as primeiras 24 mil doses de vacinas que chegaram hoje, destinam-se para a rápida protecção das pessoas de alto risco - Este grupo engloba os profissionais de saúde, assistentes sociais, pessoas idosas, pessoas idosas que vivem nos centros de acolhimento e pessoas com doenças crónicas ( diabetes, doenças respiratórias, hipertensão, etc.). As próximas doses a chegar serão usadas para proteger outros grupos prioritários conforme o plano nacional. A campanha de vacinacão terá o início no dia 15 de Março 2021.
São Tomé e Príncipe é depois de Angola, o segundo país da África lusófona a receber as vacinas contra a COVID-19 no quadro dos esforços concertados da COVAX.
Reagindo a chegada das vacinas à Sao Tomé, o Gestor da Gavi para o país, o Dr. Thierry Vincent disse ser “um dia histórico para São Tomé e Príncipe, e a COVAX é uma visão partilhada dos seus parceiros, para o acesso equitativo global às vacinas COVID-19.”
O Dr. Vincent adiantou ainda que, “a Gavi tem tanto orgulho de partilhar este momento com o governo e seus parceiros, e de desempenhar um papel na protecção dos que estão em maior risco - incluindo profissionais de saúde - durante esta pandemia.”
Também a Representante da OMS para São Tomé e Príncipe, Dra. Anne Ancia fez uma declaração à propósito, tendo ressalvado que “este 5 de março de 2021 é finalmente um dia de alegria, podendo os Santomenses comemorar o primeiro, mas muito importante passo em direção à uma solução sustentável para prevenir a COVID-19 e proteger aqueles que estão em maior risco.”
A Dra. Anne Ancia destaca a importancia da parceria COVAX e do trabalho incansável do pessoal do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, o que segundo ela, que fez com que este país estivesse entre os primeiros países africanos a receber 24 000 doses da vacina contra a COVID-19. “Estas vacinas não poderiam chegar em melhor altura, quando todo o arquipélago foi atingido pela segunda e mais mortal vaga da pandemia,” ressaltou a Dra Ann Ancia, que adiantou entretanto que “as 24 000 doses permitirão proteger rapidamente o pessoal da saúde e os assistentes sociais que estão na linha da frente da luta contra o COVID-19 há quase um ano, e vão permitir também proteger os idosos que vivem diáriamente com a terrível ameaça de uma doença altamente contagiosa e com risco de vida por não haver tratamento eficaz até ao momento,” estivemos a citar.
A Representante da OMS concluiu afirmando sentir-se muito orgulhosa e honrada pelo facto da OMS fazer parte dos actores mais activos desta iniciativa, e agradeceu ao Governo Santomense e à todos os parceiros que tornaram este dia possível para todos habitantes de São Tomé e Príncipe.
Para o Representante do UNICEF para São Tomé e Príncipe e Gabão, Dr. Noel Zagre, o facto de ter recebido as primeiras 24 mil doses da vacina contra a COVID-19, São Tomé e Príncipe tornou-se assim numa das primeiras ilhas a receber as vacinas da Aliança COVAX".
O Dr. Zagre felicitou o país por esta conquista que, segundo ele, é o resultado do esforço conjugado entre as autoridades nacionais e os parceiros da GAVI, OMS, UNICEF e a CEPI.
O Representante do UNICEF disse esperar que, com o início da campanha de vacinação e o controlo da pandemia, se possa garantir o regresso à escola em segurança e o regresso à normalidade para as crianças e jovens.
A Delegação da União Europeia em Gabao para São Tomé e Principe, também já reagiu a chegada das vacinas ao país. Numa mensagem partilhada com as representações da OMS e do UNICEF em São Tomé, a Embaixadora da União Europeia, a Dr Rosário Bento País disse que, com uma contribuição de 2,2 mil milhões de euros, a Equipa Europa (União Europeia, os seus Estados-Membros e o BEI - Banco Europeu de Investimentos) é o primeiro contribuinte para esta iniciativa que visa, nas palavras da Presidente da Comissão Europeia, Ursula VON DER LEYEN, “Garantir, como parte da nossa resposta global contra o coronavírus, o acesso universal à vacinas em todo o mundo, para todos aqueles que precisam”, fim de citação.
Durante vários meses, os parceiros da COVAX apoiaram governos e parceiros nos esforços de preparação para este momento. Eles foram especialmente activos no trabalho com alguns dos países mais pobres do mundo: aqueles que vão beneficiar do Compromisso de Mercado Antecipado (AMC), um mecanismo financeiro inovador para ajudar a garantir o acesso global e equitativo às vacinas COVID-19. Para o efeito a parceria Covax deu auxílio no desenvolvimento de planos nacionais de vacinação, apoiou na infraestrutura da cadeia de frio, bem como no armazenamento de meio bilhão de seringas e caixas de lixo das vacinas, máscaras, luvas e outros equipamentos para garantir que houvesse equipamento suficiente para os trabalhadores de saúde começarem a vacinar os grupos prioritários o mais rápido possível.
Para que as doses sejam entregues aos países destinatários, são necessários preencher requisitos fundamentais, incluindo a confirmação dos critérios de autorização regulatória nacional relacionados às vacinas entregues, acordos de indemnização, planos nacionais de vacinação dos participantes do AMC, bem como outros factores logísticos, como licenças de exportação e importação.
A medida que os países participantes vão preenchendo os critérios acima referidos e finalizam os preparativos de prontidão, a COVAX vai emitindo ordens de compra ao fabricante, enviando e entregando as doses por meio de um processo interactivo. Isso significa que as entregas para a primeira fase de alocação ocorram numa base contínua e em tranches.
A Iniciativa COVAX é co-liderada por Gavi - Alianca para a Vacinação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Coligação para Inovação e Preparação contra Epidemias (CEPI), que trabalham em parceria com o UNICEF, bem como o Banco Mundial, organizações da sociedade civil, fabricantes e outros . A COVAX faz parte do Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT), uma inovadora colaboração global para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo aos testes, tratamentos e vacinas COVID-19.
A COVAX construiu uma carteira diversificada de vacinas adequadas para uma variedade de configurações e populações e está a caminho de cumprir a sua meta de entregar pelo menos 2 bilhões de doses de vacina aos países participantes em todo o mundo em 2021, incluindo pelo menos 1,3 bilhão de doses financiadas para os 92 participantes de rendimento baixo do COVAX Facility apoiados pelo Gavi COVAX AMC.
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Comunicado de Imprensa
04 maio 2021
Avaliação do Impacto Socioeconómico (SEIA) e o Plano de Resposta Socioeconómica (SERP) à COVID – 19
No âmbito da resposta imediata do país à Covid-19, o Governo de São Tomé e Príncipe, com o apoio dos parceiros de desenvolvimento, elaborou e implementou um primeiro plano de emergência que introduziu um conjunto de medidas específicas com resposta imediata para apoiar os principais serviços públicos e proteger os grupos mais vulneráveis.
Como parte deste plano foi também reconhecido que o país precisaria de desenvolver um plano socioeconómico mais abrangente a médio prazo, para apoiar uma recuperação mais inclusiva, resiliente e sustentável.
À semelhança de outros países, o Sistema das Nações Unidas em STP contribuiu para a produção da Avaliação do Impacto Socioeconómico (SEIA), que em associação com Plano de Resposta Socioeconómica (SERP), pretende abrir caminho tanto para a resposta à crise da COVID-19, bem como para uma recuperação sustentável a médio e longo prazo.
O SEIA, que foi produzido durante meses de trabalho com apoio técnico de todas as agências do Sistema das Nações Unidas em STP, do Banco Africano de Desenvolvimento e do Banco Mundial, e fornece ao Governo de STP e aos parceiros de desenvolvimento uma análise abrangente do impacto socioeconómico da pandemia da COVID-19 no país, com enfoque nos grupos mais vulneráveis.
O Governo, através do Primeiro-ministro, manifestou interesse em que a SEIA fosse apropriada ao nível nacional e que, com base neste documento, tanto o Governo como os parceiros pudessem contribuir diretamente para a formulação do Plano de Resposta Socioeconómica (SERP) para o país.
Para além das instituições governamentais e dos parceiros de desenvolvimento, o workshop prevê a participação de representantes das organizações da sociedade civil, em representação dos mais vulneráveis, e do sector privado e tem como objetivo rever, enriquecer e validar a SEIA, e transformar as suas recomendações em medidas políticas mais concretas e mensuráveis para o Plano de Resposta (SERP).
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